Construção de Casas Pré-Fabricadas VS Construção de Casas Tradicionais

Construir uma moradia para habitação própria e permanente é o sonho de muitas pessoas, mas…

Depois da compra do terreno vem a dor de cabeça para definir o estilo do imóvel a ser construído, procurar mão-de-obra especializada para construir a casa, pesquisar preços de materiais de acabamento como revestimento de pisos e paredes, louças sanitarias, moveis de cozinha, etc…, isto sem falar nos possíveis problemas que podem surgir durante a construção da obra.

O que fazer para evitar esta série de transtornos?

A opção pode ser a aquisição de uma casa pré-fabricada.
Já lá vai o o tempo em que as casas pré-fabricadas, a maior parte delas construídas em madeira, eram descritas como frágeis. Com o passar dos anos, a qualidade destes imóveis aumentou e hoje elas são já muito utilizadas como primeira moradia, inclusive nos grandes centros urbanos.

Além de terem um custo de cerca de 30% menos que as casas convencionais, as pré-fabricadas têm uma durabilidade muito grande. O que mais deixava a qualidade da casa de madeira em risco era a qualidade e a durabilidade de um imóvel que não tem a aparente resistência dos convencionais com tijolos e cimento, por exemplo. Mas hoje as madeiras utilizadas na construção das casas pré-fabricadas são muito resistentes e na maioria das vezes de primeiríssima qualidade.

Montar uma casa usando painéis de concreto (ou cerâmicos, entre outras possibilidades) é mais rápido do que construir paredes assentando tijolo sobre tijolo. Em locais mais distantes ou de difícil acesso, a casa pré-fabricada também diminui a demora causada pelo transporte dos materiais. Até a conservação é bastante simples. É necessário que a cada 5 ou 6 anos o proprietário pinte a parte externa e a cada 7 ou 8 anos passe verniz nas paredes internas”. Mas, para quem mesmo assim preferir uma casa de alvenaria ou tijolos, já é possível também adquirir uma casa pré-fabricada nestes materiais.

Hoje existem casas pré-fabricadas de madeira maciça, de tijolo aparente e de alvenaria modulada com placas de concreto e armação de ferro. Todas de altíssima qualidade. A denominação “pré-fabricada” indica que determinadas etapas do processo ocorrem de forma industrial, tanto na fábrica como no próprio local do empreendimento. Um exemplo são as paredes, que podem ser em painéis de concreto, moldados na fábrica e montados no local de construção, de acordo com o projecto.

Uma casa de cerca de 140 metros quadrados, em alvenaria, no sistema tradicional levaria de 180 a 240 dias para ficar pronta, mas se for pré-fabricada, este prazo poderá ser de apenas três meses. Como o tempo de construção é menor, o gasto com mão-de-obra também é mais baixo. No material, a economia vem em duas frentes: a empresa responsável pela obra compra em quantidades maiores, e os preços são negociados com fornecedores. Os moldes, que apesar de caros podem ser usados em mais de uma empreitada, também contribuem para diminuir o valor da obra.

O melhor de tudo é que o futuro proprietário não tem que se preocupar com nenhum dos itens anteriores. Interessa, a quem contrata o serviço, saber que o valor do metro quadrado será menor do que seria no sistema convencional. O preço total da casa é fixado antes do início dos trabalhos, ou seja, não está sujeito a variações de mercado. Além disso, quando parcelado, é possível planejar os pagamentos antes de levantar a primeira parede. A participação do dono do imóvel dá-se no início do processo. As empresas apresentam projectos prontos, mas o cliente pode personalizar a propriedade de acordo com as suas necessidades e gostos. O futuro proprietário também pode escolher o tipo de telha, piso, forro e pintura, entre muitos outros itens. A opção também deve ser feita entre alvenaria e madeira – a diferença, está no prazo de entrega, que é mais curto para os imóveis em madeira.

Apesar do alto nível de personalização que as casas pré-fabricadas podem ter, os modelos sofrem certas restrições decorrentes do processo produtivo. A altura das paredes é um dos itens determinados pelos fabricantes, e o mesmo acontece com as larguras de portas e janelas – ou seja, não é possível fazer uma entrada mais larga para a sacada ou mais estreita para a casa de banho, por exemplo.

Os imóveis têm tamanho mínimo de 30m² quando feitos de madeira e de 51m² quando construídos em alvenaria. “Não há tamanho máximo e mesmo o uso da madeira não impede a casa de ter mais de um andar. Quanto à resistência das casas pré-fabricadas de alvenaria ou madeira, estes são materiais equivalentes, desde que tratados de acordo com as normas.

3 comentários

  1. Maria Nunes
  2. Vitor Gomes
  3. aj

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